sem desabafos
sem pudor, pensar que o desejo da gratidão possa ser uma forma de egoísmo
de elevação de uma baixa auto-estima
quando uma idosa atravessou a estrada em segurança por nossa culpa. é justo pensar que nos deve sorrir?
"é uma velhinha dizem do outro lado da rua"
(o raio da velha que ocupa todo o passeio com a bengala, espero que se despache e me saia mas é da frente)
quem és tu?
estendo-te a mão porque sei que precisas de mim. não sou o buda.
o buda não é o buda
só fico feliz por ver-te atravessar assim a rua. e o apreço que tenho por mim,
quando tu (velhinha), seguras com essa tua mão frágil e rugosa, a minha mão firme e jovem
é por isso que me vêm estas lágrimas aos olhos
porque tu fazes-me amar até eu chorar
sou eu quem te agradece
obrigado velhinha,
por me deixares levar-te pela mão quando atravessas a rua
quarta-feira, 9 de abril de 2008
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