os passos são facas afiadas na carne que só trazem a paz no banco de pedra.
quanta ingratidão pregares ao chão pés que eram teus
tanto mundo que fiz meu, e a mim me fez quem sou
será que não vês?
fui eu quem te fez, a ti, mais chão do que chão
tantos anos juntos
que contaste às escondidas e agora me cobras...
finjo não sentir a dor (não a da carne) da tua traição
e a cada dia me crescem raízes que me fazem mais pequeno
mas eu fui tão grande
eu devia poder voar sobre ti e sermos juntos para sempre
Sem comentários:
Enviar um comentário