quarta-feira, 16 de abril de 2008

Dialectos

olhou para mim com o seu ar confuso
(talvez até desconfiada)
faço sua comida?
eu atirado no sofá, mais caído do que sentado respondi que não,
eu como mais tarde
nada na expressão dela se alterou
lête? perguntou-me confusa

quero chorar

quero chorar como uma criança desamparada
mas já não sei chorar
só sei olhar assim o infinito
e sentir esta solidão. esta pedra.


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