já vos contei que vi pele de porcelana?
olhos vidrados e cabelos de juta?
faiança francesa frágil e frugal
entendam que não vos falo de vulgaridades
ou subtilezas da linguagem
falo-vos da beleza.
do mais puro existencialismo de ser
apenas por ser
e daí não me tirem presunção ou vontade de alcançar
arcos ou bandeiras maiores que a minha altura
se é belo são os meus olhos
não as palavras que se produzem ao
sonhar sonhos de visões que são minhas mais que os dias que queimo.
sou eu mais que os dias que queimo.
sou eu mais que os dias que gelo.
com frio. com medo de nem todas as horas ser eu próprio quem usa o meu corpo.
.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
lugar de promessas
um lugar onde as promessas morrem devagar
onde viveram sonhos que foram eternos e
onde o vento sopra por soprar, sem norte nem sul
sem saber quem leva
o céu negro e sem dor corre mil léguas por segundo
para me libertar do sufoco da solidão.
não há liberdade.
não há esperança no ar espesso e frio, só há
um desvanecer lento, um definhar indolor.
um lugar de promessas, devagar, devagar
.
onde viveram sonhos que foram eternos e
onde o vento sopra por soprar, sem norte nem sul
sem saber quem leva
o céu negro e sem dor corre mil léguas por segundo
para me libertar do sufoco da solidão.
não há liberdade.
não há esperança no ar espesso e frio, só há
um desvanecer lento, um definhar indolor.
um lugar de promessas, devagar, devagar
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
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