deixa-me rodear-me assim de tudo o que é degradante
antes esta companhia do que a mediocridade do costume.
despem-se os corpos da pele de cordeiro e todos os dentes são incisivos,
navalhas que cortam as conservadoras máscaras, inexpressivas
desesperadas
venha esse vento de outra era,
o acto primal que me faz saber quem sou.
assim estou mais perto de mim
antes a solidão na dor que a dor da solidão. a solidão
das ideias está proibida.
lá,
é um lugar sempre distante
viver no fio da navalha
fugindo do que me aguarda a cada esquina
este não é um lugar sozinho
apesar de não nos falarmos, cruzo-me
comigo a todo o instante
e basta um aceno de cabeça, ou um gesto da mão na lapela do chapéu
para trazer a cumplicidade
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Sol de Inverno
se bebêssemos hoje, até o corpo não aguentar mais,
até a língua se nos enrolar na dicção das palavras mais simples;
de barrigas cheias como abades e a roupa fumada das brasas,
beberíamos mais um copo ainda.
"o vinho até aos sábios faz apostatar"
- vira mais um copo que este é bem frutado!
se o resultado fosse bom (e se não fosse)
iamos nós, os resistentes,
onde pudéssemos exteriorizar o nosso extremismo
a noite e o exagero de cada um.
e onde pudéssemos dar continuidade à nossa sede.
e se encontrasse aí nesse lugar junto ao mar
ela
de beleza extrema ao primeiro olhar, na carcaça
envolveriamos os corpos na luxúria do prazer pré-carnal.
e independentes de tudo o resto, haveria um momento.
fugaz
em que mesmo sem ser percebido,
por ti, ou talvez por mim mesmo,
eu ia abraçá-la com amor
o amor incondicional e aprisionado,
humedecido e negro, mas amor
abraçava-a com esse amor,
o que se tem e que apenas pode ser dado
aquele que é uma troca, apenas porque
te permite o mundo
ser quem és
ela nem ia perceber
que entre dois abraços de luxúria carnal
houve um que foi de amor.
e em verdade, quem o percebeu alguma vez?
até a língua se nos enrolar na dicção das palavras mais simples;
de barrigas cheias como abades e a roupa fumada das brasas,
beberíamos mais um copo ainda.
"o vinho até aos sábios faz apostatar"
- vira mais um copo que este é bem frutado!
se o resultado fosse bom (e se não fosse)
iamos nós, os resistentes,
onde pudéssemos exteriorizar o nosso extremismo
a noite e o exagero de cada um.
e onde pudéssemos dar continuidade à nossa sede.
e se encontrasse aí nesse lugar junto ao mar
ela
de beleza extrema ao primeiro olhar, na carcaça
envolveriamos os corpos na luxúria do prazer pré-carnal.
e independentes de tudo o resto, haveria um momento.
fugaz
em que mesmo sem ser percebido,
por ti, ou talvez por mim mesmo,
eu ia abraçá-la com amor
o amor incondicional e aprisionado,
humedecido e negro, mas amor
abraçava-a com esse amor,
o que se tem e que apenas pode ser dado
aquele que é uma troca, apenas porque
te permite o mundo
ser quem és
ela nem ia perceber
que entre dois abraços de luxúria carnal
houve um que foi de amor.
e em verdade, quem o percebeu alguma vez?
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