terça-feira, 17 de junho de 2008

recôndita memória

deixaram o meu corpo cair
que não se moveu desde a solidão.
porque os lençóis da minha cama não têm braços que impeçam os corpos de partir.
(viro-me sobre o meu ombro esquerdo)
e os meus braços vertem a ansiedade que me nasce no peito.
os braços buscam suavemente pela branquidão cetinosa, por um corpo,
que permita o meu

o corpo procura somente outro corpo, para provar que ainda não
se esqueceu de como amar
a mente já o esqueceu.

mas e o corpo?
onde se esconde a memória do corpo?

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