tenho um coração de guerra
onde crivas os beijos à lei da bala.
sou líder do pelotão por oferecer assim
o peito aberto ao discernimento do meu maior inimigo
(que és tu, meu amor)
elegem-me então como acto de coragem,
sem saberem que apenas ofereço esta belindagem
porque não o sei de outra forma
ténue existência suicida
coração bainha de espada
onde palavras afiadas são gumes que me trespassam
não resisto, abro a guarda
orgulho-me do peito que navega no desejo do inimigo
sou o inimigo perfeito
tenho coração de fuzilado
e sem vendas sorrio nos olhos do meu pelotão
sou dedo no gatilho se coragem lhe faltar
(dedo reticente e nervoso na arma)
olhos fechados e fogo no cano
amo o meu inimigo
porque me destrói mais do que sou capaz
o meu inimigo és tu, meu amor
terça-feira, 15 de julho de 2008
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