estas páginas vazias
é o tempo a passar por mim
não me toca, é uma brisa que não me diz palavra
contorna-me sem mãos e sem traço deixando
só o vestígio dos dias
os dias fazem-me cada vez mais antigo
não me sinto coleccionável
eu devagar,
e o tempo cada vez mais depressa
já quase não há lugares onde o tempo seja eterno
tenho medo das alturas, mas quando as desafio o tempo é verdadeiro
e passa
à velocidade do tempo
na banheira deslizo e mergulho a cabeça
lentamente
sustenho a respiração e o tempo
é à velocidade do tempo
abro os olhos, que ficam a olhar para o tecto
ou para lá dele
é tudo branco
terça-feira, 14 de outubro de 2008
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