se bebêssemos hoje, até o corpo não aguentar mais,
até a língua se nos enrolar na dicção das palavras mais simples;
de barrigas cheias como abades e a roupa fumada das brasas,
beberíamos mais um copo ainda.
"o vinho até aos sábios faz apostatar"
- vira mais um copo que este é bem frutado!
se o resultado fosse bom (e se não fosse)
iamos nós, os resistentes,
onde pudéssemos exteriorizar o nosso extremismo
a noite e o exagero de cada um.
e onde pudéssemos dar continuidade à nossa sede.
e se encontrasse aí nesse lugar junto ao mar
ela
de beleza extrema ao primeiro olhar, na carcaça
envolveriamos os corpos na luxúria do prazer pré-carnal.
e independentes de tudo o resto, haveria um momento.
fugaz
em que mesmo sem ser percebido,
por ti, ou talvez por mim mesmo,
eu ia abraçá-la com amor
o amor incondicional e aprisionado,
humedecido e negro, mas amor
abraçava-a com esse amor,
o que se tem e que apenas pode ser dado
aquele que é uma troca, apenas porque
te permite o mundo
ser quem és
ela nem ia perceber
que entre dois abraços de luxúria carnal
houve um que foi de amor.
e em verdade, quem o percebeu alguma vez?
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário